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Incrível – 5 lugares abandonados de Portugal que o irão surpreender

 

É impossível passar pela Quinta do Comandante, em Oliveira de Azeméis, e ficar indiferente ao edifício em avançado estado de degradação que ali se ergue. Atrás daquelas paredes em ruínas tanto se escondem histórias de amor como episódios trágicos com um final surpreendente. Numa certa noite, o comandante Batista de Carvalho juntou um grupo de amigos e familiares para uma festa. A meio do jantar levantou-se, dirigiu-se ao quarto, pegou num revólver e suicidou-se. Não é caso único nas tragédias que assolam os lugares abandonados de Portugal.

Lugares Abandonados de Portugal é uma viagem fascinante ao passado. São histórias de aldeias inteiras que, de um dia para o outro, ficaram abandonadas; de estações ferroviárias onde o apito dos comboios deixou de se ouvir; de mansões e palacetes em que o silêncio se instalou como uma herança maldita. Saber o que foi aquele lugar, quem ali viveu, o que aconteceu e porquê, perceber o que restou de tudo isso, do que nos falam os escombros ou as paredes que se mantiveram de pé, foi o objectivo de Vanessa Fidalgo com este trabalho. Eis a história de 5 lugares abandonados:

 

1- Quinta das Águias

Fica na Rua da Junqueira, em Lisboa, tem mais de 300 anos e, nos seus tempos áureos, chegou a receber o rei de Portugal! Foi pertença de várias famílias ilustres da nobreza, mas por infortúnios vários – que incluíram a loucura de uma herdeira e o exílio de outros – acabou por cair em decadência. Depois, a batalha legal pela Quinta das Águias durou 73 anos. Eram dezenas os herdeiros que, resolvido o problema das partilhas, venderam recentemente a casa. Tinham boas razões para isso, ou melhor, tinham um advogado com 73 anos de honorários por receber. Diz-se que há um projecto para a converter num hotel de cinco estrelas. Afinal, trata-se de um T42: tem 32 quartos, dez suites e um amplo jardim.

Quinta das Águias

Quinta das Águias

 

 

2- Quinta da Arealva

É impossível passear pela zona ribeirinha de Lisboa e não reparar num longo casario abandono que se encontra do outro lado do rio, logo a seguir ao Cais do Ginjal em Cacilhas. Pois esta foi, em tempos, a Quinta da Arealva, fábrica de vinhos e casa da primeira geração da família O’Neil em Portugal. Os O’Neil eram uma família rica e extremamente católica que ali se instalou durante várias décadas. Foram eles que, por exemplo, ergueram a ermida ali existente e que doaram parte dos terrenos para a edificação do Cristo Rei.

Quinta da Arealva

Quinta da Arealva

 

 

3- O Paço dos Condes de Tentúgal

Quem visita a vila de Tentúgal não consegue ficar indiferente a este conjunto de ruínas de estilo gótico às portas da cidade. A iniciativa da sua construção deve-se a D. Afonso, oitavo conde de Barcelos e primeiro duque de Bragança, bastardo do rei D. João I. Mais tarde, este monarca doou-o a D. Pedro, corria o ano de 1413. Dizem as más línguas que este era o seu filho preferido! Dom Pedro teve, por isso, uma educação esmerada e excepcional para a época. Era também muito viajado. Chegou a ser conhecido como “o infante das sete partidas” e foi além-fronteiras que conheceu Dona Isabel. Com ela se casou e ali mesmo no paço viveu uma vida apaixonada. O Paço entrou em decadência a partir do século XVII, foi incendiado nas lutas liberais, mas é hoje um autêntico museu arqueológico ao ar livre.

O Paço dos Condes de Tentúgal

O Paço dos Condes de Tentúgal

 

 

4- Mosteiro de Santa Maria de Seiça

Um local extraordinário na Figueira da Foz que foi mosteiro e abadia, fábrica de arroz e casa de família. Um sítio que alimentou durante décadas a imaginação popular, por causa da excentricidade dos seus proprietários, e que ainda hoje habita as memórias dos habitantes locais. No seu interior subsistem ainda retábulos onde estão pintados vários momentos de uma das lendas mais conhecidas de Portugal: “Os Degolados de Montemor-O-velho’.

Mosteiro Santa Maria Seiça

Mosteiro de Santa Maria Seiça

 

 

5- Os Pavilhões do Parque

Por incrível que pareça esta magnífica construção bem no centro das Caldas da Rainha nunca foi habitada. A sua construção deve-se a Rodrigo Berquó, administrador do Hospital Termal e que por isso mandou construir uns novos pavilhões para servirem de apoio à unidade hospitalar já existente. O problema é que Berquó morreu antes da inauguração e, apesar da obra feita, nunca ninguém consumou o seu objectivo. Hoje, os Pavilhões do Parque são um dos ex-libris da cidade, mas apenas tiveram vivalma lá dentro por alturas da descolonização, quando serviram de abrigo a um grupo de retornados.

Os Pavilhões do Parque

Os Pavilhões do Parque

 

Pode encontrar este e outros lugares abandonados no livro Lugares Abandonados de Portugal de Vanessa Fidalgo (A Esfera dos Livros).

 

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