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É otimista ou pessimista? Como costuma gerir o que lhe acontece e o que o rodeia? Como costuma explicar os seus êxitos e os seus fracassos?

«O otimista vê o falhanço como falta de sorte (não o personaliza), temporário (não permanente) e limitado àquele objetivo concreto», Martin Seligman.

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Atribui as coisas más ao seu falhanço pessoal? Costuma culpar os outros? Ou acha que foi apenas azar? Desiste com facilidade ou continua em frente, mantendo todos os outros objetivos que definiu?

As pessoas que desistem facilmente: acreditam que as causas das coisas más que lhes acontecem são permanentes e genéricas. As pessoas que resistem ao desamparo acreditam que as causas das coisas más são temporárias e específicas. Os primeiros são os pessimistas, os segundos os otimistas.

As pessoas otimistas são menos permeáveis à depressão, têm melhor saúde e atingem mais os seus objetivos quando combinam o otimismo com os seus talentos.

Já os pessimistas estão mais sujeitos a estados depressivos ou à depressão crónica, têm maior inércia quando perante a adversidade e desistem com maior facilidade, sentem-se mal consigo próprios, mais frequentemente e têm pior saúde.

Excesso de otimismo ou o valor do pessimismo

É importante notar que o excesso de otimismo não é aquilo que mais nos serve quando se trata de trabalhar e atingir objetivos pessoais, é preciso mitigar um otimismo exacerbado com uma visão mais rigorosa da realidade, ou seja, o ideal será sempre ter uma atitude de otimismo realista, em particular numa de 3 situações: quando existem riscos de uma consequência negativa, imaginemos um médico que cura um doente, se for demasiado otimisma pode menosprezar determinados sintomas, ou uma analista de risco de crédito que acredita que precisa de assegurar que o risco de as pessoas não pagarem o seu empréstimo é o menor possível, ou um gestor ou executivo que é sempre demasiado otimista nas suas perspetivas de crescimento, o que levará os seus colaboradores e investidores a sentirem as suas expetativas defraudadas com facilidade.

Quando ser otimista?

– Para atingir resultados (vendas, a concretização de um projeto, etc.).

– Quando me sinto preocupado.

– Quando quero liderar, inspirar ou ganhar uma causa!

Quando ser pessimista?

– Quando preciso de planear um futuro incerto e arriscado (plano de negócios).

– Quando quero estabelecer empatia perante um problema do outro.

– Quando quero aconselhar outras pessoas cujo futuro ou objetivos ainda não são claros.

O otimismo aprende-se!

Mesmo que seja um pessimista nato, o otimismo pode aprender-se, tem a escolha: pode desenvolver de forma intencional e consciente o otimismo para os casos e situações em que ele lhe é útil. E são muitos como referi atrás.

Em que se baseia a aprendizagem do otimismo? Na forma como explicamos o que nos acontece, em particular no que diz respeito aos objetivos que traçamos para a nossa vida.

Como explico o que acontece a mim próprio determina se sou mais ou menos vulnerável ao desamparo, ao pessimismo.

É possível desenvolver o otimismo quando percebemos que podemos controlar/gerir a adversidade, se controlamos a forma como explicamos essa mesma adversidade!

Instrumentos e ferramentas para aumentar o seu otimismo

Criado por Martin Seligman, o modelo ABCDE, permite-nos de forma consciente e objetiva analisar a adversidade, compreender qual a crença com base na qual explicámos a mesma, quais as consequências de ter essa crença que nos faz acreditar que a culpa da adversidade é nossa, que o melhor é desistir e, depois de ter tomado consciência dessa crença limitadora, pode questioná-la, indagar se ela é real e verdadeira (na esmagadora maioria das vezes descobrimos que não é) e pode substituí-la por uma nova crença mais otimista e realista.

Se aplicar o modelo ABCDE vai ter a oportunidade de compreender por que razão acredita que a culpa é sua e confrontar essa crença com, por exemplo, os seus êxitos passados, as suas capacidades e talentos, etc., e com base nisso poderá criar uma nova crença mais positiva e criativa.

Este modelo é apenas uma das estratégias de desenvolvimento do otimismo, poderá usar outras ferramentas:

  • No seu melhor, no futuro! 

Reserve um tempo para si e projete, veja-se no seu melhor no futuro e escreva sobre isso. O que gostaria de ser, fazer e ter? O que se vê a fazer, onde, com quem? Imagine que tudo corre pelo melhor, mesmo que seja difícil, permita-se sonhar na página!

  • Inclua mais experiências e emoções positivas no seu dia a dia

Em vez de planear as mil e uma coisas que tem para fazer, planeie 1 ou 2 coisas que lhe dão mesmo prazer: pode ser passear no parque à hora de almoço, ou ouvir a sua música preferida, ou dançar ao som da sua música preferida, rever um amigo, etc. As emoções positivas não só fazem sentir melhor como também expandem os seus recursos criativos, o que tem um impacto positivo no seu otimismo!

  • Recordações positivas

Recorde e registe coisas boas que já viveu, escreva durante 5 minutos todos os dias sobre boas experiências passadas que recorda com satisfação e alegria, até pode fazer um diário de coisas positivas que já aconteceram na sua vida, vai ver como o registar de experiências positivas passadas o ajudará a acreditar mais em si e no seu futuro!

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Susana Albuquerque

My Soul Project ™

www.susanaalbuquerque.com

 

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